Rafael Pondé é um visionário apaixonado por música de todo o mundo, especialmente música afrodiaspórica. Ele gravou 6 álbuns e colaborou com diversos artistas, desde o produtor Hans Martin Buff (Prince, Joss Stone , Scorpions) ao pianista americano ganhador do Grammy Bill Anschell entre outros. Suas apresentações musicais e projetos de ensino são influenciados pela música brasileira .Rafael é multi instrumentista, cantor, produtor musical e educador. Suas performances explosivas apresentam um híbrido de ritmos, variando por diferentes estilos de música global, principalmente música de influência africana. Natural de Salvador, no estado da Bahia, ele também promove a compreensão cultural e combate o racismo. Rafael recebeu dois prêmios para representar o Brasil nos EUA, onde reside atualmente, em 2014 foi vencedor do Edital de mobilidade artística do estado da Bahia e em 2015, vencedor do edital federal de intercâmbio cultural do Minc (Governo federal). Desse segundo prêmio em 2015, nasceu o projeto "United Americas of Sound"  gravado entre o Brasil e os Eua e que conta com músicos de Brasil, EUA, Colômbia e Porto Rico. Como produtor musical, Rafael tem produzido músicas para artistas, como: Omni MC(Philadelphia), Spenser Michaels (Philadelphia), Desanguashington (Washington DC), Mununu (Brasil), Tamara Pessoa (Brasil) e outros.

 

Quando criança, Rafael Pondé não entendia o porque D. Maria, sua avó-mãe, guardava com tanto carinho um baú ao lado do armário. Aos 11 anos, com a morte de sua avó, herdou o tal baú e descobriu que nele havia um recado musical: uma sanfona, que ela havia tocado na juventude. Rafa nunca aprendeu a tocá-la, mas entendeu a mensagem... Na adolescência escolheu o violão e começou a dar vazão às letras que surgiam na sua cabeça. Ingressou na escola de Administração da UFBA em 94 e em 96 formou com os colegas a banda Diamba, com a qual percorreu o país até 2002.

 

A herança musical de Rafael está também marcada num testamento musical mais antigo, o seu tio-avô, Humberto Porto, compositor da era do rádio, já tematizava a cultura afro-baiana em canções como “Na Bahia” e “História de amor”, ambas gravadas pelo Trio de ouro. Humberto foi gravado nos anos 30 também por Carmem Miranda, Dalva de Oliveira, Orlando Silva, Chico Alves, entre outros grandes interpretes da época. Ele foi também um dos pioneiros no gênero musical Lamento e teve na Marcha carnavalesca “A jardineira” seu maior êxito. Essa marcha foi regravada por Rafael em seu álbum Afrikabahia.

 

A busca por novidade e por aventuras fez Rafael deixar a Diamba em 2002. Em 99, forma em paralelo a banda Curupira, com a qual participou do Festival Universitário de Música da Bahia pela UESB em Vitória da Conquista. Nesse festival ganhou a benção de Waly Salomão, que repercutiu a banda positivamente com notas elogiosas em jornais, nas quais os classificava  como uma geração de “Novíssimos baianos”. Foi Waly quem os levou pra São Paulo para gravar no programa “Música brasileira” nos estúdios da Trama de João Marcelo Bôscoli, filho de Elis Regina.

 

Em 2004, grava seu primeiro CD solo “Átomos, palavras, canções”. Um remix da música “Sorriso de flor”, nona faixa desse disco, foi feito em parceria com o DJ Roots e atingiu o topo das paradas do Drum n Bass em Londres, ao ficar durante um ano entre as músicas mais vendidas do selo britânico Innerground records. O remix figura entre as cinco faixas mais vendidas desse selo, que é um dos maiores selos de música eletrônica do mundo.

 

Rafael começa então sua andança pelo mundo... Em 2005, ingressou na banda Natiruts como guitarrista. Em São Paulo gravou “Horizonte vertical” em 2006 com produção de Kezo Nogueira e “Eu e meu violão” com produção de Márcio Mello em 2007. Os pocket shows na Europa tornaram-se frequentes.

 

 “Sorriso de Flor”, o quarto álbum, foi gravado em 2009 em Hannover na Alemanha, nos estúdios da Peppermint Park, mixado por Hans Martin Buff, cultuado engenheiro de som de Prince, Joss Stone e Scorpions. Um marco na sua carreira aconteceu quando foi tocar no Weltkulture festival na Alemanha na mesma noite de Tony Allen (baterista de Fela Kuti) em Julho de 2009.

 

Em 2010, retornou ao Brasil e já morando no Rio de Janeiro teve sua vida retratada no documentário curto “O Novíssimo Baiano”, dirigido por Hélio Rodrigues.  Em 2013, lança o quarto álbum “Afrikabahia” e em 2014 faz uma turnê de 2 meses pelos EUA. Em 2015, esteve em turnê  pela Ámerica do sul e EUA com seu  disco UAS (United Americas of Sound), que foi gravado nos EUA e no Brasil . Como compositor, ao longo de sua carreira teve músicas gravadas por: Natiruts (DF), Diamba (BA), Lampirônicos (BA), Adão negro (BA), Negra cor (BA), IN Natura (DF), Manitu (MG),  NOSAL (MG), Gustavo Maguá (MG), Claus e Vanessa (RS), Janaína Moreno (RJ), A zorra (BA), Negra cor (BA),Carlos Pitta(BA) entre outros.

 

Em 2016, o artista foi convidado durante os meses de Julho e Agosto pelo departamento de estado dos EUA, através da instituição “Partners of America”, fundada em 64 por J.Kennedy,  para ministrar uma série de workshops e palestras sobre música e cultura brasileira nas cidades da Philadelphia e Boston,  no âmbito do programa “Arts for Change”.  Em 2017, é eleito embaixador da música brasileira pelo Partners of America e se muda para a cidade da Philadelphia nos EUA, onde acaba de gravar seu novo trabalho, o disco “Live at the Boom room”.

Este site foi desenvolvido com o construtor de sites
.com
. Crie seu site hoje.
Comece já