Irmã Dulce, primeira santa brasileira

May 14, 2019

Português

 

Todo brasileiro já ouviu ou pelo menos deveria ter ouvido falar de irmã Dulce, a freira baiana que durante muitos anos perambulou pelas ruas de Salvador, cuidando dos mais pobres e necessitados.Essa santa mulher  acaba de ter seu segundo milagre reconhecido pelo Vaticano e se tornará a primeira Santa brasileira.

 

Vamos a um pouco da sua história. Em 1933, a jovem ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, cidade de São Cristóvão, em Sergipe. No mesmo ano, recebeu o hábito e adotou o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe, que se chamava Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes e morreu quando a freira tinha 7 anos.No ano de 1935, já de volta a Salvador, dava assistência à comunidade pobre de Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe. Nessa mesma época, começa a atender também os operários que eram numerosos naquele bairro, criando um posto médico e fundando, em 1936, a União Operária São Francisco – primeira organização operária católica do estado, que depois deu origem ao Círculo Operário da Bahia.

 

Em 1939, Irmã Dulce invade cinco casas na localidade da Ilha do Rato, na capital baiana, para abrigar doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Expulsa do lugar, ela peregrina durante uma década, levando os seus doentes por vários locais da cidade.

Por fim, em 1949, Irmã Dulce ocupa um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio, após autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes. A iniciativa deu origem à tradição propagada há décadas pelo povo baiano de que a freira construiu o maior hospital da Bahia a partir de um simples galinheiro.Já em 1959, é instalada oficialmente a Associação Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), e no ano seguinte é inaugurado o Albergue Santo Antônio.A Osid atualmente é um dos maiores complexos de saúde com atendimento 100% gratuito do Brasil, com 3,5 milhões de atendimentos ambulatoriais por ano a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), entre idosos, pessoas com deficiência e com deformidades craniofaciais, pacientes sociais, crianças e adolescentes em situação de risco social,dependentes de substâncias psicoativas e pessoas em situação de rua.Segundo a instituição, nos últimos 25 anos a entidade contabiliza 60 milhões de atendimentos ambulatoriais e mais de 280 mil cirurgias realizadas, o que dá uma média de aproximadamente 30 cirurgias por dia.Irmã Dulce faleceu no dia 13 de março de 1992, aos 77 anos, no Convento Santo Antônio, em Salvador.

 

Em 2001, fui convidado ao hospital de irma Dulce e presenteado com uma biografia dela por sua irmã Dulcinha.Essa biografia deu origem a uma canção minha chamada "Santa Dulce da Bahia", composta em 2001.Segue o link 

 English

 

Every Brazilian has heard or at least should have heard of Sister Dulce, the Bahian nun who for many years has wandered the streets of Salvador, caring for the poorest and most needy.This holy woman has just had her second miracle recognized and will become the first Brazilian female saint. Let's go a little bit with her story. In 1933, she joined the Congregation of the Missionary Sisters of the Immaculate Conception of the Mother of God in the Convent of Our Lady of Carmo, in the city of São Cristóvão, in Sergipe. In the same year she received the habit and adopted the name of Sister Dulce, in honor of her mother, who was named Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes and died when the nun was 7 years old. In the year 1935, already back to Salvador, gave assistance to the poor community of Alagados, set of stilts that had consolidated in the inner part of the district of  Itapagipe. At the same time, she began to attend to the workers who were numerous in that neighborhood, creating a medical post and founding in 1936 the Union Operária San Francisco - the first Catholic workers 'organization in the state, which later gave birth to the Workers' Circle of Bahia. In 1939, Sister Dulce invaded five houses in the village of Rato Island, in the capital of Bahia, to house the sick she collected in the streets of Salvador. Expelled from the place, she pilgrims for a decade, taking her patients to various places in the city.

 

Finally, in 1949, Sister Dulce occupies a chicken coop next to the Santo Antônio Convent, after authorization from her superior, with the first 70 patients. The initiative gave rise to the tradition propagated decades ago by the Bahian people that the nun built the largest hospital in Bahia from a simple chicken coop. In 1959, the Social Work Association Sister Dulce (Osid) was officially established, and the following year the Santo Antônio Hostel is inaugurated. Osid is currently one of the largest health complexes with 100% free healthcare in Brazil, with 3.5 million ambulatory visits per year to users of the Unified Health System (SUS), among elderly people with disabilities and with craniofacial deformities, social patients, children and adolescents in situations of social risk, dependent on psychoactive substances and people in the street. According to the institution, in the last 25 years the entity accounts for 60 million outpatient visits and more than 280 a thousand surgeries performed, which gives an average of approximately 30 surgeries per day. Dulce died on March 13, 1992, at the age of 77, in the Santo Antônio Convent, in Salvador.

 

In 2001, I was invited to Irma Dulce's hospital and presented with a biography of her by her sister Dulcinha. This biography gave rise to a song called "Santa Dulce da Bahia", composed in 2001. Check it out

 

 

 

 

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now